A falsa história de Valentim Tramontina


10239029_GGMeus queridos, recebi esta história via e-mail como sendo a história do gaúcho fundador da empresa Tramontina, Valentim Tramontina. Dei uma pesquisada para saber se era verídica, e, aparentemente não é (durante a leitura dá para desconfiar mesmo…). Mas, independentemente da veracidade ou não, a história é bem interessante e a lição de moral um tanto quanto pertinente. Vale para aqueles que tem medo de mudança, para aqueles que não tem medo de mudar e para o pessoal que está começando uma carreira, que preta Enem neste fim de semana. Deêm uma lida, é de se pensar:

O Porteiro do Puteiro

Não havia no povoado pior ofício do que ‘porteiro do prostíbulo’. 
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? 
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. 
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias,  criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. 
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. 
Ao porteiro disse: 
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços. 
- Eu adoraria fazer isso, senhor. – Balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever! 
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui. 
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, não sei fazer outra coisa. – Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte. 
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? 
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. 
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. 
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. 
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. 
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. 
E assim o fez. 
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta: 
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar. 
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar … já que..  
– Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo. 
– Se é assim, está bom. 
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse: 
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim? 
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens  mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula. 
- Façamos um trato – disse o vizinho. 
Eu pagarei os dias de ida e volta  mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece? 
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias…. aceitou. 
Voltou a montar na sua mula e viajou. 
No seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa. 
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. 
Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem,  mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. 
Que lhe parece? 
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.   E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’. 
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. 
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. 
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. 
A notícia começou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam  encomendas. 
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. 
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira  loja de ferragens do povoado. 
Todos estavam contentes e compravam dele. 
Já não viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos. 
Ele era um bom cliente. 
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens. 
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. 
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc … 
E após foram os pregos e os parafusos… 
Em poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. 
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. 
Nela, além de ler e escrever,  as crianças aprenderiam algum ofício. 
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: – É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola. 
- A honra seria minha – disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou  analfabeto. 
- O Senhor?!?! – Disse o prefeito sem acreditar. 
O senhor construiu um  império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.  Eu pergunto: 
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever? 
- Isso eu posso responder. – Disse o homem com calma. 
Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o 
PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem  ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe fechar as portas, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna’.
Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado…
Sr. Tramontina …

Pode não ser a história dele, mas que é de se pensar, isso é!

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9 Respostas to “A falsa história de Valentim Tramontina”

  1. Vania Vinhas Says:

    Eu tambem fiz questão de consultar a veracidade da história, mas como você mesmo disse as palavras são coerentes.

  2. roberta Says:

    LEGAL

  3. Nelia Says:

    Em nenhum momento o texto fala que o porteiro é Tramontina.Observe as palavras: “…contado por um grande industrial…” na frase abaixo retirada do texto acima.

    “Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado…Sr. Tramontina …”

    Eu também me enganei ao ler o texto pela primeira vez e faço como você: pesquiso para ter certeza dos fatos.

  4. IVANY Says:

    Vale pela licao de vida. Nao tenha medo de mudar talvez seja a chance que voce precisa para ser alguem melhor.

  5. lindalva Says:

    Dalva – 29/06/2011 às 22:56 moc È! como vemos o que é fato na história é que se não formos ousados e ficarmos lamentando não mudaremos nossa história.

  6. Fernando Lemos Says:

    A verdadeira história de Valentin Tramontina está aqui:

    http://aletp.com/2007/02/15/tramontina-historia-da-marca/

    Porém, concordo com suas palavras no início da postagem:
    “Mas, independentemente da veracidade ou não, a história é bem interessante e a lição de moral um tanto quanto pertinente. Vale para aqueles que tem medo de mudança, para aqueles que não tem medo de mudar e para o pessoal que está começando uma carreira, que presta Enem neste fim de semana. Deêm uma lida, é de se pensar:”
    Fernando Lemos

    http://fernandolemos2@blogspot.com

    • Mariane Says:

      Muito interessante a história… mesmo assim é bom pesquisar para saber se realmente é verdade!!!
      É uma historia que encoraja para que não se tenha medo das mudanças futuras.

  7. nara freitag (@NaraFreitag) Says:

    Não é a verdadeira história da Tramontina, mas vale como lição. E cada vez mais é uma realidade.

  8. TAIZA AYALA Says:

    Toda historia que nos eleva…nos ensina e nos mostra que a vIda é de lutas e vitorias devem ser consideradas e penso que essa é a verdade de vencedores! TORNA-SE VERDADE QUANDO A MOTIVAÇÃO É A META!

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